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Artigo 9 set 2020

O novo paradigma da indústria farmacêutica: desafios e inovação na era pós-COVID19

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Ao longo dos anos, a indústria farmacêutica vem confirmando a importância de saber se adaptar a um contexto mutável e versátil. As necessidades sociais, econômicas e de bem-estar evoluíram e se transformaram nas últimas décadas, o que fez com que a indústria se visse obrigada a integrar a flexibilidade na sua forma de interagir com essas novas e renovadas necessidades da sociedade, prevalecendo a agilidade, a eficiência e a democratização.

Atualmente, vivemos em um sistema globalizado, no qual as políticas na área da saúde, bem como as abordagens que os diferentes sistemas políticos fazem sobre os seus pilares de bem-estar, são totalmente voláteis e instáveis, dificultando o estabelecimento de um discurso transversal sobre o que é essencial e fundamental: a saúde dos cidadãos em todo o mundo. Nesse cenário, surgem diferentes desafios para a indústria farmacêutica, que incluem enfatizar o valor agregado de seu trabalho para além de sua reputação questionada por algumas vozes críticas, bem como favorecer o diálogo entre os agentes do setor e as instituições, para juntos construírem um mundo melhor para todos.

Na Espanha, o sistema de saúde é postulado como um dos pilares essenciais do Estado de bem-estar, porém, em muitas ocasiões, as políticas de investimento, inovação e de saúde como um todo não têm respondido ao cenário em que nos encontramos.

A indústria farmacêutica na Espanha não só teve que lidar com as dificuldades econômicas e diferenças políticas do país nas últimas décadas, como também enfrentou um contexto de “infodemia” – abundância de informações, em sua maioria pouco rigorosas – o que tem conduzido a conceitos muito relevantes como “desinformação médica” que estão altamente integrados ao discurso dos cidadãos e que, inevitavelmente, modificam as ações dos diversos agentes do sistema de saúde e farmacêutico e suas respetivas decisões.

Em um novo paradigma – no qual o paciente é muito mais empoderado, capaz de tomar decisões criteriosas e tem mais acesso às informações de interesse nas esferas política, econômica e social – é essencial que a indústria identifique quais são seus desafios mais imediatos e proponha formas de abordá-los ativamente, a fim de conquistar a confiança real dos cidadãos.

Assim, este documento aborda alguns desses desafios e apresenta reflexões para abordar os diferentes cenários.

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María Cura
Sócia e Diretora-Geral da LLYC na Barcelona
Maria Cura se incorporou em abril de 2010 como diretora geral do escritório de Barcelona e desde 2012 é sócia da empresa. Desde sua incorporação, esta operação experimentou um importante crescimento.Maria assessorou em Gené & Associados a clientes de âmbito institucional, como a Generalitat de Catalunya, o Governo de Andorra ou o Futebol Club Barcelona, entre outros. Posteriormente se incorporou como Diretora Corporativa de Marketing e Comunicação a USP Hospitais, empresa da qual foi sócia e membro do Comité Executivo, e na qual criou a área de RSC e a Fundação Alex, de cujo Patronato formou parte.
Georgina Rosell
Diretora Sênior da LLYC Barcelona
Diretora Sênior da LLYC. Bacharelado em Ciências Política pela UAB, Pós-graduação em Relações Internacionais pela Katholique Universiteit de Leuven, Mestrado em RSE de Barcelona e Pós-graduação em Gestão Empresarial e Comunicação pelo Instituto de Empresa. Diretor da Fundación USP Hospitales e Diretor de RSE da USP Hospitales. Mais de 15 anos de experiência no desenvolvimento de programas para CaixaBank, Unilever, Nike, Amgen, Oxfam, Cruz Vermelha, DKV Seguros, Sanofi, Grünenthal, Fundação Crèdit Andorrà, Coca-Cola, L’Óreal, CIRSA Volkswagen ou Telefonica, entre outros.
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